sábado, 16 de outubro de 2010

Japão - a chegada




Resolvi reabilitar esse blog (na verdade, tentar usá-lo decentemente pela primeira vez) para deixar registrada minha viagem ao Japão.

Estou agora no quarto do hotel Meitetsu-Inn Ekimae, em Nagoya, com 12 metros quadrados (uma caixa de sapato) - que será minha casa durante os 15 dias na cidade durante a décima Conferência das Partes da Nações Unidades sobre Diversidade Biológica (Conveção sobre Diversidade Biológica - CDB).

O quarto é praticamente a minha cama, a escrivaninha, onde também fica a TV (super útil com canais apenas em japônes) e o banheiro.

Depois de trinta horas de viagem (escala em Frankfurt) e um fuso horário muito louco (um minuto dia pela janela do avião, no outro breu), chegamos em Nagoya cheias de malas e caixas e pegamos um trem para a estação mais perto do hotel (desistimos do taxi - uma espécie de limosine- depois de saber que ficaria cerca de 200 dólares).

Como não poderia ser diferente entramos na cabine errada do trem e "causamos" com a "pouca" bagagem. (Montamos um esquema tático, bem impressionante e eficiente considerando que eramos três zumbis, para conseguir colocar e tirar as malas dentro do trem no pouco tempo em que ele fica parado na estação. Ficou uma do lado de fora do trem passando e duas do lado de dentro do trem pegando toda a bagagem. Pareciamos três loucas deseperadas). Da saída do trem até o taxi para o hotel foi mais uma novela... Sem contar que os japoneses são super amáveis e atenciosos, mas NÃO FALAM INGLÊS!!!!

Já no fim da tarde fomos andar pela cidade.
À primeira vista o choque não é tão grande (ok...ok..., tirando o medidor de temperatura automático ao passar pela porta da imigração, o visorzinho que te dá boas-vindas em português no momento em que o sistema reconhece seu passaporte, e outras tecnologias). É incrível como a globalização deixou tudo mais ou menos com a mesma cara. Achei que a diferença seria maior. A avenida larga na frente do hotel poderia ser uma avenida qualquer na Europa.

Tirando uma ou outra japonesa que cruzamos na rua vestidas com Kimonos e "almofadinhas" nas costas, eles se vestem como nós. Aliás, a roupa das japonesas (e japoneses) vale uma referência... elas são todas muito elegantes, muito bem vestidas, com roupas lindas que ainda vou ter que descobrir onde compram.

Porém... passada essa "primeira vista", as diferenças aparecem. A língua, os rostos, os gestos, os hábitos, as letras. A maneira como eles se cumprimentam, se despedem, os pulinhos, os sorrisos doces, são muito diferentes. As comidas... são muito diferentes. Até encontramos restaurantes italianos, cafés, bistrôs no centro da cidade, mas e pra entender o cardápio??? Rodamos cerca de 1 hora até conseguirmos achar um restaurante com menu em inglês e nesse ficamos. A experiência com comidas exóticas ficará para outros posts... dessa vez tomei só um vinho e comi uma salada de tomate, mussarela de búfala e abacate.

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